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Este blog foi criado segundo orientações da professora de Ensino de Geografia e Estagio de vivência docente da Universidade Estadual de Londrina, com o intuito de publicar os trabalhos realizados durante as aulas.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

PLANO DE AULA SIMULADA

1. Identificação

Data da aula: 25/06/2008

Série: 8ª

Tema: África: Paisagens Naturais, relevo e hidrografia, vulcões, clima e vegetação, desertos africanos e oásis.

2. Objetivos

O objetivo é fazer o aluno conhecer um pouco mais sobre as paisagens naturais da África, conhecendo sua localização, as formas de relevo, a hidrografia, os lagos, principais vulcões, os tipos de clima e cada região africana e a conseqüente vegetação, os desertos do Saara os Oásis.Enfim, uma aula mostrando as características gerais da paisagem africana, e que um pouco de conhecimento seja transmitido para eles.

3. Conteúdo

ÁFRICA: PAISAGENS NATURAIS.

A África é o terceiro maior continente em extensão, 75% de seu território esta localizado na parte intertropical do globo, ou seja, entre o tropico de Câncer, ao norte, e pelo trópico de Capricórnio, ao Sul.

É o continente mais tropical o mundo, apresentando temperaturas elevadas. É cortado pela linha do Equador em sua parte central ficando com terras igualmente distribuídas pelos hemisférios norte e sul. No lado Ocidental, é atravessado pelo meridiano de Greenwich e banhado ao norte pelo Mar Mediterrâneo, ao sul pelos oceanos Indico e Atlântico e a leste pelo mar Vermelho e Oceano Indico e a oeste pelo Atlântico.

Relevo e Hidrografia.

O continente é um grande planalto, formado em sua maior parte por rochas antigas, com altitude media de 700 metros. Há planícies em geral litorâneas ou fluviais.

O continente pode ser dividido em norte-ocidental, de formas mais baixas, e sul-oriental, de topografia mais elevada.

As terras altas africanas chegam até perto do mar, onde formam paredões abruptos que caem para as estreitas planícies costeiras. Essa característica aparece na parte sudoeste do continente e constitui obstáculo à penetração do interior, dificuldade que os europeus vivenciaram no século XIX.

Elevações importantes são o planalto da Etiópia e o planalto dos grandes lagos, situados no lado oriental do continente. Alem dos planaltos, o relevo africano apresenta extensas áreas de depressões onde se instalam os desertos continentais.

Há 2 cadeias de montanhas principais:

- Cadeia do Atlas: se localiza no noroeste africano, com elevações de 4000 metros de altura.

- Cadeia do Drakensberg: Situada no extremo sul alcançam cerca de 3000 metros.

A hidrografia é formada por poucos rios e lagos, o mais importante é o rio Nilo, que nasce no lago vitória e corre para o norte, desaguando no Mar Mediterrâneo. O Egito e o Sudão dependem quase inteiramente desse rio.

O Congo atravessa duas vezes a linha do Equador desembocando no Oceano Atlântico, a oeste do continente.

O Níger deságua no Golfo da Guiné. Na parte Sul, o Zambeze e o Limpopo desembocam no oceano Indico, e o Orange, no oceano Atlântico.

Em conseqüência do relevo, os grandes rios africanos são de planalto, por isso formam series de cachoeiras. Inclui também numerosos lagos de grande superfície como o Vitória.

Vulcões

Quando ocorreram os grandes dobramentos responsáveis pelas atuais cadeias de montanhas jovens do mundo, os maciços de rochas antigas da África foram muito atingidos, pois sofreram grandes pressões. Devido a essas pressões, as rochas da parte leste do continente foram fraturadas, alguns bloco se elevaram e outros afundaram. S blocos elevado deram origem a altas montanhas e planaltos. Os que afundaram fizeram surgir grandes fossas tectônicas. Sobre essas fossas, o acumulo de água acabou formando grande lagos como o Vitória, localizado na Tanzânia..

Ao mesmo tempo, as fraturas ocorridas na crosta terrestre fizeram o magma subir, dando origem a muitos vulcões , como o Quilimanjaro localizado no norte da Tanzânia, atingindo 6000 metros de altitude, e o Quênia com mais de 5000 metros de altitude.

Existe um extenso e alongado vale de aprofundamento, o Grand Rift Valley, formado por fraturas.

Os derrames de lava deram origem a rochas vulcânicas. A porção oriental apresenta grandes altitudes representadas por planaltos, montanhas e vulcões.

Clima e Vegetação

Há grande diversidade de tipos climáticos que condicionam formações vegetais também variadas.

Os climas se dividem em:

-Clima equatorial

-Clima tropical, com variações tropical úmido, tropical semi-úmido e tropical de altitude.

-Clima mediterrâneo

-Climas árido e semi-árido.

Clima Equatorial: ocorre na parte central e oeste da faixa equatorial. A temperatura media anual ultrapassa 25˚C. As chuvas são abundantes e geralmente bem distribuídas durante o ano.

A vegetação são as florestas pluviais. Na zona do Equador elas são chamadas de florestas Equatoriais. Na áfrica central a floresta do Congo representa bem esse tipo de formação vegetal.

Clima tropical: temperaturas médias entre 18˚C e 25˚C e maior amplitude térmica anual em relação ao clima equatorial.

Clima tropical semi-úmido: se localiza no interior, apresentando duas estações bem definidas: verão acentuado e chuvoso e inverno moderado e seco.

Clima tropical úmido: menos quente que o equatorial, mas também com chuvas bem distribuídas.

Vegetação: A vegetação típica do clima tropical úmido são as florestas tropicais formadas por árvores de menor porte. Nas áreas em que o clima apresenta uma estação chuvosa e outra seca, a vegetação é formada pó campos, com arbustos e arvores dispersas. São as savanas, que cobrem grandes extensões africanas. No clima tropical de altitude, alem de savanas, há campos com formações vegetais efêmeras (aparecem quando o gelo se desfaz).

Clima mediterrâneo: No extremo norte da África, o clima é subtropical do tipo mediterrâneo, com seca no verão e chuvosa no inverno. Estende-se pela faixa litorânea da Líbia e do Egito, onde o ambiente torna-se semi-árido, com vegetação formada por plantas arbustivas e espinhosas.

Climas áridos: climas áridos ou desérticos apresentam escassez e irregularidade de chuvas e grande variação diária de temperatura. Dias quentes e noites frias. As plantas apresentam espinhos em lugar de falhas para diminuir a transpiração. As plantas são xeromorfas, que possuem formas adaptas à falta de água.

No sul do Saara, os estepes dominam essa paisagem, com uma vegetação rasteira formada por ervas baixas e gramíneas dispersas.

Desertos Africanos

Um terço da áfrica é constituída por regiões áridas, principalmente ao norte- o Saara- e no sudoeste do continente- o Kalahari.

Saara: Situado no norte da África é o maior deserto do mundo, superando o Brasil em tamanho. É um enorme depósitos de areai e rochas, cujo subsolo é rico em ferro, petróleo, gás natural e fosfato, favorecendo à exploração mineral.

Há lugares planos e elevados, que compõe planaltos rochosos; lugares com extensas dunas; e uma faixa montanhosa que integra a cadeia do Atlas.

Kalahari: Localizado no Sudoeste africano, com 600 mil quilômetros quadrados.O solo é pedregoso, e o subsolo rico em minérios como o diamante.

Oásis

Os Oásis são ilhas de povoamento que se formam junto a uma fonte natural de água em pleno deserto. O líquido aflui à superfície a partir dos lençóis freáticos originados da água das chuvas que penetrou nas camadas rochosas permeáveis, acumulando-se ao encontrar uma camada permeável.

4. Procedimentos

A aula será expositiva, com alguns dados no quadro negro. Iniciaria colocando data no quadro com titulo da aula, e começaria falando da localização da África um pouco de cada item e conforme o assunto, iria mostrando no mapa aonde se localizam os diferentes relevos, hidrografia, lagos, vulcões, clima e vegetação e dependendo até algumas ilustrações, principalmente de vulcões e tipos de vegetação.Depois de abordados e localizados cada item faria uma rápida explicação sobre os desertos africanos e os oásis, mostrando algumas fotos destes para uma mais fácil assimilação do conteúdo abordado.Sempre parando em determinados conceitos, perguntando se os alunos compreenderam ou quem sabe o que é tal conceito.Com respeito ã organização da lousa, colocaria apenas os tópicos e os principais itens de cada um, com uma pequena explicação na frente.

5. Recursos

Quadro-negro, giz, retroprojetor, mapa físico da África, de relevo, clima e vegetação. Ilustrações no retroprojetor de algumas paisagens e vegetação africana.

6. Avaliação

Será realizada uma atividade passada no quadro, para entregar na outra aula. Serão 5 questões abrangendo todo o conteúdo da aula.

-Dê a localização da África com as coordenadas geográficas que passam pelo continente.

-Quais os tipos de relevo predominantes?

-Cite os tipos de clima da África e descreva suas principais características.

-Quais as vegetações encontradas na África?

-Quais são os 2 desertos principais da África e o que são os Oásis?

7. Bibliografia

MOREIRA, Igor. Construindo o Espaço Mundial. Ed.Ática, 3ªedição, 1ªimpressão. 2002. Págs.130-141.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Relatório de Estágio de Observação

INTRODUÇÃO

O presente trabalho, proposto pela professora doutora Rosely S. Archela, na disciplina Ensino de Geografia e Estágio de Vivência Docente, tem por objetivo vivenciar a prática docente no ensino fundamental em escolas públicas. Neste caso, o colégio estudado foi o Colégio Estadual Hugo Simas, localizado no centro da cidade de Londrina-PR.

Foi observada a prática docente, como o professor faz o planejamento de suas aulas, atividades, trabalhos e avaliações. Foi analisado também questões como postura, didática, material utilizado, infra-estrutura do colégio e da sala de aula, e tudo que envolve o magistério e a educação, inclusive o comportamento dos alunos.

CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA

O colégio em que foi realizado o Estágio de Observação de Vivência Docente foi o Colégio Estadual Hugo Simas, localizado na Rua PioXII, número 195, no centro da cidade de Londrina-Paraná.

O colégio conta com muitos funcionários como faxineiros, cozinheiros, seguranças, porteiros, secretários, professores, coordenadores, diretores, entre outros.

Quanto à estrutura física, o colégio ocupa quase um quarteirão, foi recentemente reformado, é um local muito bonito, bem conservado e organizado. Quando se entra no colégio, pode-se ver alguns trabalhos expostos de diversas disciplinas nos murais realizados pelos alunos. O ambiente sala de aula também é bem conservado, com carteiras razoavelmente confortáveis e comporta ,em média, pelo menos na sexta série, 40 alunos.

Os alunos utilizam o uniforme e ficam retidos na quadra do colégio enquanto aguardam o sinal para início das aulas. O que se pode notar nos alunos do colégio é que em sua maioria são alunos de classe média, diferente dos das escolas periféricas onde as rendas são mais baixas.

O colégio tem grande importância para o lugar onde está instalado porque abriga uma quantidade enorme de alunos, desde a primeira série do ensino fundamental ao terceiro colegial do ensino médio.

HISTÓRIA DE VIDA DO PROFESSOR

A professora que concedeu o estágio e quem a aula tive a oportunidade de observar está trabalhando neste colégio há menos de um ano, tendo iniciado suas atividades no início do período letivo de 2008, lecionando com turmas de 5ª série, 6ª série e 8ª série. Segundo ela, o livro didático é bom, mas não pode se prender totalmente a ele, devendo sempre ter alguma informação extra para passar aos alunos.

Tem alguns problemas em questão de disciplina com as crianças de 5ª série porque nessa faixa etária os alunos não se concentram muito, se dispersando constantemente, sendo mais trabalhoso manter a atenção de todos.

Já com a sexta série ela consegue lecionar melhor, sendo a oitava a mais difícil de lecionar, talvez pelo motivo de que esses alunos com faixa etária de 13 a 15 anos estejam entrando na sua adolescência, tem outras responsabilidades, hormônios em alta, e alguns outros problemas pessoais que também interferem no comportamento e aprendizado.

A visão que ela tem hoje do ensino do Brasil é que não é das melhores condições. Quando iniciou sua licenciatura queria mudar o rumo do ensino no Brasil, tentar melhorar a educação, porém afirma que não consegue, é muito difícil, as próprias regras das escolas não permitem. Ela diz também que até as Universidades não conseguem preparar o alunado para ser professor realmente, que essa experiência só se adquire através da prática, ensinando, ai sim se pode ter uma visão da realidade do ensino brasileiro.

Apesar do lado de não conseguir mudar o ensino ela leva sua profissão muito bem, gosta de estar ali dando aula, gosta de seus alunos. Como diz ela “vou tocando para frente”.

PLANEJAMENTO DE AULA

Com relação ao planejamento de aulas, vou fazer um apanhado geral de todas as matérias abordadas pela professora, e temas de aula, assim como o material utilizado e atividades.

As aulas duram 50 minutos, e os temas trabalhados foram com respeito à população e fuso horário, abordando senso demográfico, taxa de natalidade, taxa de mortalidade, expectativa de vida, mortalidade infantil, métodos anticoncepcionais e pirâmide etária. Todas as aulas foram anteriormente planejadas, a professora estuda o conteúdo em casa e faz um plano de aula, com tema, conteúdo, atividades de aula e para casa. Com relação às atividades de aula, foram dados questionamentos para os alunos responderem, exercícios no livro, avaliações, e depois no dia da entrega das mesmas foi mandado copiar a prova com a correção no caderno.

Com relação às lições de casa eram pedidas algumas questões para responder no livro ou questões realizadas pela professora na aula anterior, e na entrega ela dava visto na atividade e nas avaliações, onde era requisitada a assinatura dos responsáveis, para ter um controle de quem mostra as notas para os pais.

Quanto ao desenvolvimento do conteúdo, eram realizadas aulas expositivas, fazendo algumas ligações com a realidade do local e relacionando o que estava no livro didático com Londrina, além de algumas atualidades, como no caso do tema natalidade, que foi colocada a questão da China, onde há controle rigoroso de natalidade.

O material utilizado nas aulas foram os mais clássicos, como quadro negro, giz, livro didático e avaliações, mas foram utilizados em aulas anteriores ao inicio das minhas observações, jogos produzidos pelos próprios alunos e depois jogados por eles, que segundo a professora, contribuíram para assimilação do conteúdo e para a interatividade da sala.

RELATÓRIO DE AULA

Primeira aula:

A primeira aula de observação foi na segunda-feira dia 14/04/2008 às 13h30min com término às 14h20min, e ocorreu na sala de alunos da sexta série do ensino fundamental.

Ao adentrarem a sala de aula, os alunos estavam muito afobados, agitados, típico do comportamento de alunos com essa fixa etária de 11 a 13 anos, e talvez minha presença tenha causado um pouco de curiosidade por parte dos alunos, muitos vindo conversar comigo sobre de onde eu era e sobre o que pensavam da professora que estava lecionando.

A professora iniciou as atividades escrevendo no quadro negro a data e o assunto que seria abordado juntamente com as respectivas páginas. Logo em seguida, fez alguns questionamentos com relação à taxa de natalidade, taxa de mortalidade, expectativa de vida e mortalidade infantil.

Os alunos respondiam em seus cadernos aos questionamentos impostos em sala enquanto a professora ia dando visto de carteira em carteira nas atividades pedidas anteriormente (lições de casa). Após terminar os vistos ela retoma a aula corrigindo oralmente a atividade imposta.

O que achei interessante e bom para o aprendizado das crianças foi a professora sempre retomar algum conceito de aulas anteriores, deixando somente que eles respondam, sem responder primeiro, aí conforme os alunos respondiam, ela complementava com atualidades, relacionando o tema com a realidade, e assim os alunos iam assimilando melhor o conteúdo.

Por exemplo, ao tratar da natalidade, foi perguntado quantos filhos os avós dos alunos tinham naquela época, comparando com os de hoje e explicando o porquê dessa diferença atual do número de filhos por casal.

Ao término desta primeira aula, a professora mostrou alguns jogos feitos pelos próprios alunos em uma atividade anterior e que foram utilizados por eles próprios. Segundo a professora, essa atividade foi boa para absorção do conteúdo, e isso é muito bom, pois aproxima o aluno do professor, os aluno dos outros alunos, e desperta maiores interesses.

Os alunos são bem agitados em sua maioria, dispersam um pouco mas prestam atenção nas horas devidas.

Se estivesse lecionando no lugar dela, eu a realizaria similar com a forma que a professora trabalhou na sala de aula, apenas evitando perder muito tempo com o visto nos cadernos, já que esta atividade consumiu boa parte do horário da aula.

Segunda aula:

A segunda aula de observação foi na terça-feira dia 15/04/2008 às 13h30min com término às 14h20min, e ocorreu na sala de alunos da sexta série do ensino fundamental.

Iniciou a aula dizendo boa tarde, escrevendo a data no quadro e o conteúdo da avaliação que seria aplicada no dia 17/04/2008. O conteúdo seria sobre regionalização, população e fuso horário.

Logo após, deu visto nos cadernos e passou no quadro mais algumas questões para eles responderem continuando o tema população, porém agora tratando sobre métodos anticoncepcionais e fatores que contribuem pra o aumento da expectativa de vida. Como sempre, o assunto sexualidade desperta interesse dos alunos e gera muita polêmica, ocorrendo vários comentários na aula.

Hoje, a professora saiu um pouco do livro didático e deu algumas lições de atualidade, citando, por exemplo, o caso da China que tem um rigoroso controle de natalidade.

Chega a ser engraçado a vontade dos alunos de se expressarem, questionando por vezes coisas absurdas e impossíveis de ocorrer na vida real.

Após as discussões, a professora corrigiu as questões no quadro, escrevendo por extenso as respostas, facilitando o aprendizado do aluno.

Ao fim da aula ela partiu para a análise da pirâmide etária, fez a chamada e o sinal tocou, indicando o fim das atividades.

Terceira aula:

A terceira aula de observação foi no mesmo dia, com início às 15h10min e término às 15h55min, e ocorreu na sala de alunos da sexta série do ensino fundamental.

Neste dia tive a oportunidade de observar outra turma da mesma série, possibilitando analisar e comparar o comportamento de ambas as turmas.

A sala quanto a sua estrutura física é igual à outra, mesmo número médio de alunos, tipo de carteira, material, etc.

Iniciou as atividades assim como fez na outra turma, colocando o conteúdo da prova que seria aplicada na quinta-feira que também era o mesmo.

Segundo a professora, ela tem uma relação melhor com essa turma, sendo uma das melhores para se trabalhar.

Aqui pude perceber que os alunos das duas turmas têm comportamento similares, demonstrando que a faixa etária é que influencia no comportamento, pois são na maioria agitados e dispersam facilmente, fazendo com que a professora tenha que ter maior controle sobre os alunos.

As questões corrigidas foram as mesmas colocadas para a turma da aula anterior, corrigida oralmente e com complementações da professora. Ela sempre se mantém em pé durante toda a aula, mantendo boa postura, contribuindo para melhor controle da turma e transmissão do conteúdo.

Quarta aula:

A quarta aula de observação foi na quinta-feira dia 17/04/2008 às 13h30min com término às 14h20min, e ocorreu na sala de alunos da sexta série do ensino fundamental.

Hoje tive a oportunidade de observar um dia de avaliação.

Antes de entregar as avaliações, a professora explicou como seriam as regras da prova e leu os exercícios tirando duvidas sobre as questões.

Ao iniciar tive a oportunidade de receber uma cópia e analisar seu conteúdo. A prova era composta por 3 questões, sendo a primeira para relacionar 3 mapas diferentes do Brasil de acordo com as diferentes divisões regionais. A segunda questão era para completar os espaços, abrangendo os temas com respeito à população, como senso demográfico, natalidade, mortalidade, mortalidade infantil, expectativa de vida, diferença entre território povoado e populoso. Já a terceira questão refere-se a fuso horário, com um mapa mundi com o meridiano de Greenwich marcando 10 horas da manhã, tendo que dizer que horas eram nas outras cidades pontuadas no mapa mundi.

A professora se manteve em pé durante toda a avaliação observando os alunos e recebendo-as.

Quem terminava a prova ficava livre para fazer outras atividades desde que não atrapalhasse os demais.

Quinta aula:

A quinta aula de observação foi no mesmo dia com inicio as 14h20min e término às 15h10min, e ocorreu na sala de alunos da quinta série do ensino fundamental.

Com outra série pude observar a diferença tanto de conteúdo como de tamanho e comportamento dos alunos.

O que me assustou é que em uma diferença de 1 ano os alunos eram muito menores do que os encontrados na sexta série além de serem mais difíceis de controlar.

A professora iniciou as atividades dando visto na tarefa e colocando data no quadro.

O tema da aula foi fuso-horário, que é a série em que os alunos começam a aprender este assunto, com atividades no livro e respostas colocadas no quadro.

Os alunos de quinta série tem mais vontade de responder às questões impostas pela professora, porém a bagunça também é maior, fazendo com que a professora perdesse a paciência gritando várias vezes.

No final foi feita a chamada e a professora preferiu que apenas assistíssemos aulas de sexta série, porque os alunos da quinta ficam muito agitados com a presença dos estagiários.

Sexta aula:

A sexta aula de observação foi na terça-feira dia 22/04/2008 às 13h30min com término às 14h20min, e ocorreu na sala de alunos da sexta série do ensino fundamental.

Hoje os alunos estavam aflitos querendo ver a nota das provas, porém a professora ainda não as avia corrigido.

Logo em seguida, a professora i anotou no quadro a data da recuperação para aqueles que ficaram com nota baixa.

Os alunos que chegavam atrasados na escola tinham que ficar na biblioteca até o sinal tocar.

Hoje o tema da aula foi População novamente, mas abordou crescimento vegetativo e taxa de fecundidade. Passou algumas atividades no livro didático e os que iam terminando se dirigiam à professora para receber o visto.

Sétima aula:

Hoje, dia 22/04/2008 às 14h20min ajudei a professora na correção das provas, possibilitando ter uma compreensão de como fazê-la e como foi o desempenho dos alunos, já que vi um pouco do conteúdo, da revisão, e acompanhei a realização da prova.

O que pude notar foi que eles, no geral, foram bem, porém a maioria teve dificuldades em acertar o exercício sobre fuso-horário.

Oitava aula:

A oitava aula de observação foi na sexta-feira dia 25/04/2008 às 13h30min com término às 14h20min, e ocorreu na sala de alunos da sexta série do ensino fundamental.

Hoje foi o dia da entrega das avaliações. A professora depois de entregá-las, pediu aos alunos que copiassem a prova no caderno com as respostas certas que ela ia dando oralmente. Depois eles tinham que colar a prova no caderno e mostrar para os pais para pegar a assinatura e trazer para a professora dar visto. Isso serve para controle dos alunos e para saber se os pais estão cientes do andamento dos filhos na vida escolar.

Nona aula:

A nona aula de observação foi na segunda-feira dia 28/04/2008 às 13h30min com término às 14h20min, e ocorreu na sala de alunos da sexta série do ensino fundamental.

Esta aula foi apenas entrega das avaliações na outra turma de sexta série.

As atividades e os procedimentos foram os mesmos realizados com a turma da aula anterior.

Décima aula:

A décima aula de observação foi na terça-feira dia 29/04/2008 às 13h30min com término às 14h20min, e ocorreu na sala de alunos da sexta série do ensino fundamental.

Hoje era dia da prova de recuperação. A professora iniciou as atividades arrumando as carteiras e aplicando a prova, que substitui a menor nota de uma das duas anteriores.

Na primeira questão foi perguntado sobre o que é senso demográfico.

A segunda era para completar os espaços sobre densidade demográfica, natalidade, mortalidade, território povoado e populoso, e mortalidade infantil.

A terceira eram cálculos de densidade demográfica, tendo que, posteriormente, identificar onde essa densidade era menor e mais elevada. Um exercício muito bom para os alunos terem noção do que é a densidade demográfica e como são realizados seus cálculos.

A quarta e ultima questão achei bem interessante, pois era uma citação de um senhor que nasceu em 1935 e dava informações sobre o quadro de sua família (quantos filhos seus pais tiveram), e que 2 morreram no parto. Aí se abordavam questões sobre as condições de vida da época, porque algumas famílias eram numerosas, o local que eles viviam e o que influenciava na mortalidade infantil e no tamanho da família.

Enquanto a prova era feita, os que terminavam iam mostrando os cadernos para o visto de antigas atividades.

CONCLUSÃO

O que pude observar e consequentemente aprender sobre as condições de ensino brasileiro foi de que, apesar da boa infra-estrutura do colégio, ainda poderia ser melhor, disponibilizando mais recursos para facilitar o exercício docente.

Se eu estivesse lecionando no lugar da professora, eu não perderia tanto tempo fazendo a chamada no começo da aula, já que isso consome boa parte do tempo. Eu trabalharia o conteúdo até os 5 minutos finais de aula, quando efetuaria a chamada.

Com relação à didática, eu gostei muito, achei bem interessante e útil, já que ela exerce bem o controle das turmas e me parece que eles absorvem o conteúdo muito bem também.

As provas eram fáceis, mas abrangeram bem o conteúdo, porém, se fosse eu, tentaria explorar um pouco mais cada tema, talvez pedindo questões um pouco mais dissertativas.

O ensino público, ao menos no colégio que observei, é bom, tanto que até me surpreendi, pois tinha a idéia de que era extremamente precário, horrível, mas vi que era diferente, era um local de trabalho normal, com boa infra-estrutura e bons alunos, porém faltava um pouco de equipamentos como data-show por exemplo, que ajuda a transmitir conteúdos e chamar mais atenção dos alunos, e o livro didático poderia trazer um pouco mais de questões atuais.

Talvez nas escolas periféricas essa realidade seja diferente e não tenham condições tão boas quanto ao colégio visitado, que se situa na região central da cidade, mas pelo menos em relação a ele, a impressão que tive do ensino público foi boa.

Enfim, essa foi uma ótima experiência para se pensar a educação no Brasil e minha posição sobre o ensino. Certamente isso me influenciará na hora de escolher seguir ou não a carreira docente.

quarta-feira, 26 de março de 2008

RESENHA DOS PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS

Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) são as orientações básicas de objetivos a alcançar em cada disciplina no ensino básico brasileiro. É aquilo que obrigatoriamente precisa ser levado em conta nas escolas de todo o país. São as bases que orientam as escolas com relação ao que fazer, no cotidiano.

O aprendizado desse método pode ser percebido naturalmente pelo aluno, por meio dos temas e conteúdos. Ser, sem dúvida alguma, necessário para que o aluno se familiarize com as novas terminologias e categorias analíticas. Para isso o professor pode se comportar didaticamente, valorizando a realidade concreta do aluno. Para começar a trabalhar espaço, território, paisagem e lugar como categorias imprescindíveis para a explicação e compreensão na analise geográfica, deve-se instigar o aluno a querer saber como o olhar geográfico pode contribuir para ajudar a desvendar a natureza dos lugares e do mundo como habitat do homem.

O estudo de Geografia possibilita aos alunos a compreensão de sua posição no conjunto das relações da sociedade com a natureza; como e por que suas ações, individuais ou coletivas, em relação aos valores humanos ou á natureza.

Os conteúdos propostos para a geografia e meio ambiente começam da análise de problemas ambientais, envolvendo questões políticas, históricas, econômicas, ecológicas, geográficas, enfim, envolvendo processos variados, portanto, não seria possível compreendê-los pelo olhar de uma única ciência.

O tema Sociedade e Meio Ambiente é o que sugere maior aproximação, pois, ao tratar de formação socioespacial dos novos territórios e temporalidade do mundo, aborda-se de forma ampla os processos que geram uma determinada ocupação do solo, as demandas por recursos naturais, o crescimento populacional e a urbanização, entre outros.

O estudo mais detalhado das grandes questões do Meio Ambiente (poluição, desmatamento, limites para uso dos recursos naturais, sustentabilidade, desperdício), permitem o trabalho com a espacialização dos fenômenos geográficos por meio da cartografia.

Permite também, o trabalho com as estatísticas, base de dados, leitura e interpretação de gráficos que são importantes nos estudos comparativos, nas simulações e na idéia inicial sobre planejamento que os alunos podem ter. Ainda como conteúdo procedimental, trabalhar com a formulação de hipóteses, produção de gráficos e mapas, coleta, organização e interpretação de dados estatísticos, prática da argumentação etc. Desse modo, parecem evidentes as possibilidades de a Geografia integrar-se ao tema Meio Ambiente. Convém chamar a atenção para o seguinte ponto: as questões ambientais também irão se constituir nos contextos significativos a partir dos quais serão desenvolvidos

conceitos e procedimentos geográficos.

Os desertos, os domínios polares, as florestas tropicais, assim como

a relação da fauna com o mosaico vegetacional das paisagens e seus ecossistemas, vulcanismo e terremotos, com suas conseqüências muitas vezes catastróficas para a sociedade, poderão ser explorados como detonador de uma discussão dos processos que originaram as diferentes formas do relevo.

Distinguir as grandes unidades de paisagem em seus diferentes graus de humanização da natureza, inclusive a dinâmica de suas fronteiras, sejam elas naturais ou históricas, a exemplos das grandes paisagens naturais.

Reconhecer a importância de uma atitude responsável de cuidado com o meio em que vivem, evitando o desperdício e percebendo os cuidados que se devem ter na preservação e na conservação da natureza.

À medida que o aluno compreende as leis que regulam a dinâmica do tempo atmosférico, a sucessão das estações do ano e dos climas, estará também, em condições de compreender suas relações com as diferentes paisagens vegetais e a zonalidade dos tipos de solos, assim como a organização das bacias hidrográficas e o regime dos seus rios.

Pode-se sugerir um trabalho com a sociodiversidade e com o modo como diferentes segmentos sociais convivem com as florestas tropicais.

Da cidade para o campo pode-se estudar como o ambiente vem sendo afetado pelos diferentes modos de produzir campo.

Compreender a paisagem, enfocando o tema da água, remete, necessariamente, ao estudo de como estruturar a vida humana em relação a esse recurso, como cuidar dos mananciais, o que fazer da capacidade natural de preservação, comprometendo-a com a poluição, ou a impermeabilização dos solos, como representar a espacialização desse recurso etc.

O funcionamento da natureza e suas determinações na vida dos homens devem ser estudados também pela Geografia não apenas como processos, mas como esses processos foram apropriados pelas sociedades.

Pode também ampliar essa discussão propondo análises de problemáticas globais relacionadas á sociedade industrial, tais como o aquecimento global da atmosfera, as chuvas ácidas , a morte de nossos rios, o desmonte do relevo na paisagem urbana, as grandes concentrações populacionais nas grandes cidades e metrópoles, a interdependência das indústrias, a terceirização da produção etc.

Os modelos de desenvolvimento implantados no país resultaram em desigualdades profundas, com deterioração da qualidade de vida e degradação ambiental.

Quando tratar da morte dos rios, o professor pode aprofundar e tematizar por que os rios morrem, quais processos naturais estão sendo comprometidos.

O estudo do desmatamento, seja na Amazônia ou na Atlântica, oferece amplas possibilidade de recortes para compreender a ação dos diferentes grupos de atuação nas florestas tropicais.

Os problemas ambientais brasileiros são uma herança de um tipo de progresso criado pela era industrial, que os alunos podem compreender e explicar, identificando espaço de ruptura ou completa adesão ao modelo de progresso adotado no Brasil.

Abaixo há outros conteúdos dentro desse tema Geografia e Meio Ambiente que devem ser abordados:

- Planeta Terra;

- como o relevo se forma: os diferentes tipos de relevo;

- litosfera e movimentos tectônicos: existem terremotos no

Brasil?

- as formas de relevo, os solos e sua ocupação urbana e rural;

- erosão e desertificação morte dos solos;

- as águas e o clima;

- águas e terras no Brasil;

- circulação atmosférica e estações do ano;

- clima do Brasil: como os diferentes tipos de clima afetam as diferentes regiões;

- o clima no cotidiano das pessoas;

- as cidades e as alterações climáticas;

- as florestas e sua interação com o clima;

- previsão do tempo e clima;

- como conhecer a vegetação brasileira: a megadiversidade do

mundo tropical;

- florestas tropicais: como funcionam essas centrais energéticas;

- cerrados e interações com o solos e o relevo;

- estudando e compreendendo as caatingas;

-as reservas extrativistas e o desenvolvimento sustentável;

-o lixo nas cidades: do consumismo à poluição;

- poluição ambiental e modo de vida urbano;

- poluição ambiental e modo de produzir no campo;

- industrialização, degradação do ambiente e modo de vida;

- problemas ambientais que atingem todo o planeta (o efeito estufa, a destruição da camada de ozônio e a chuva ácida);

-plantar sem degradar: outras formas de produzir no campo;

-modo de vida urbano e qualidade de vida;

-áreas protegidas e espaços livres urbanos;

- o turismo e a degradação do ambiente;

- conservação ambiental, cidadania e pluralidade cultural;

- conhecer a natureza e respeitar suas leis próprias: produzir sem

degradar;

- pluralidade cultural e etnociência;

- urbanização e degradação ambiental.

O professor poderá se comportar didaticamente, valorizando a realidade concreta do aluno. Para começar a trabalhar espaço, território, paisagem e lugar como categorias imprescindíveis para a explicação e compreensão da análise geográfica, deverá instigar o aluno a querer saber como o olhar geográfico poderá contribuir para ajudar a desvendar a natureza dos lugares e do mundo como habitat do homem.

Quando o professor entra em uma sala de aula, muito são os desafios que se apresentam a ele, o que exigirá do professor uma atitude de mediador nas interações educativas com seus alunos.

Essas considerações metodológicas e didáticas de caráter mais geral, que podem ser consideradas válidas para qualquer área do ensino e da aprendizagem têm a função de anunciar uma metodologia especifica para o ensino de geografia.

O professor pode planejar situações considerando a própria leitura da paisagem, a observação e a descrição, a explicação e a interação, a territorialidade e a extensão, a análise e o trabalho com a pesquisa e a representação cartográfica.

A abordagem dos conteúdos da Geografia pode colocar-se na perspectiva da leitura da paisagem, o que permite aos alunos conhecer os processos de construção do espaço Geográfico.

Ao se introduzir a leitura da paisagem, a comparação das diferentes leituras de um mesmo objeto é muito importante, pois permite o conforto de idéias, interesses, valores socioculturais, estéticos, econômicos, enfim, das diferentes interpretações existentes e a constatação das intencionalidades e limitações daquele que observa.

A leitura da paisagem mediante a identificação de suas estruturas auxilia também a perceber que muitos problemas enfrentados no bairro, na cidade no município e em outras paisagens são resultados de ações.

A descrição também é fundamental, porque a paisagem não é experimental, e sim visual.

Como uma ciência social, porém com especificidade de trabalhar a sociedade e a natureza, a análise torna-se complexa, pois deve explicar como dois conjuntos de elementos interagem sem deixar de lembrar que tanto a natureza como a sociedade guardam níveis de interações que lhes são especificas internamente.

O princípio da territorialidade dos fenômenos geográficos, definidos pelos processos de apropriação da natureza pela sociedade, garante a possibilidade de se estabelecerem os limites e as fronteiras desses fenômenos, sua extensão e tendências espaciais.

Assim sendo, é preciso reconhecer a singularidade e a especificidade dos lugares nos processos de sua globalização em nível mundial, permitindo o professor abordar, simultaneamente, dois eixos: a leitura e a produção da linguagem gráfica.

O professor pode também considerar as idéias diferentes e formar representação a partir da percepção que seus alunos têm sobre a representação do espaço.

terminologias empregadas:

-Conservação e cidadania;

-Indústria;

-Degradação ambiental;

-Ecoturismo;

-Urbanização;

-Questão ambiental;

-Pluralidade cultura;

-Conservação da natureza;

-Degradação;

-Domínios morfoclimáticos;

-Monocultura;

-Pecuária;

-Os grandes domínios de vegetação;

-Reflorestamento;

-Homogeneização florestal;

-Práticas agrícolas;

-Fronteiras agropecuárias;

-Desmatamento;

-Exploração de recursos minerais;

-Legislação ambiental brasileira;

-Agenda 21;

-Protocolo de Kyoto;

-Políticas e estratégias internacionais;

-Desenvolvimento sustentável;

-Movimento ambientalista;

-Movimento de luta pela terra;

-Ambientalismo;

-Organizações não-governamentais;

-Objetivos e campos de atuação;

-Soberania nacional.

A produção acadêmica em torno da concepção de Geografia passou por diferentes momentos, gerando reflexões distintas acerca dos objetos e métodos do pensar e fazer geográfico.

Num segundo momento, a Geografia marcou o ensino pela criação do curso superior paralelamente á fundação da faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo e do Departamento de Geografia em 1934.

Para La Blache os conceitos de lugar, paisagem e região, como territorialidade, se sobrepunham.

Fazer Geografia era explicar a diversidade regional do mundo como território, como a pretensão de encontrar alguns princípios gerais que explicassem sua diversidade regional.

A tendência lablachiana da Geografia e as correntes que dela se desdobraram mais tarde, a partir dos anos 60, passaram a ser chamadas de Geografia tradicional, onde os métodos e as teorias tornaram –se insuficientes para apreender a complexidade do espaço.

A partir dos anos 60, sob influência das teorias marxistas, surge uma tendência crítica à Geografia Tradicional, cujo centro de preocupações passa a ser as relações entre a sociedade, o trabalho e a natureza na produção e apropriação dos lugares e territórios. Essa Geografia se convencionou chamar de Crítica.

Tanto a Geografia Tradicional como a Geografia Marxista militante negligenciaram a dimensão sensível de perceber o mundo: o cientificismo positivista da Geografia Tradicional, por negar ao homem a possibilidade de um conhecimento que passasse pela subjetividade do imaginário.

Assim, falar imaginário em Geografia é procurar compreender os espaços subjetivos, os mapas mentais que se constroem para orientar as pessoas no mundo.

Se o marxismo possibilita compreender a maneira como a sociedade se organiza em torno das atividades básicas da produção e reprodução da vida material e mesmo de aspectos não-materiais como linguagem, as crenças, a estrutura das relações e as instituições, provocaram a produção de inúmeras propostas didáticas, descartadas a cada inovação conceitual.

As propostas pedagógicas separam a Geografia Humana da Geografia da Natureza em relação aquilo que deve ser apreendido como conteúdo específico.

A Geografia é uma área de conhecimento comprometida em tornar o mundo compreensível para os alunos, explicável e passível de transformações.

Nesse sentido, a análise da paisagem deve focar as dinâmicas de suas transformações, e não simplesmente a descrição e o estudo de um mundo aparentemente estático. O espaço considerado como território e lugar é historicamente pelo homem, á medida que organiza economicamente e socialmente sua sociedade.

Para professores de geografia é fundamental reconhecer a diferenciação entre a categoria território e o conceito de territorialidade. A categoria paisagem, porém, tem um caráter específico para a Geografia, distinto daquele utilizado pelo senso comum ou por outros campos do conhecimento. Ela está relacionada á categoria lugar, tanto na visão da Geografia Tradicional quanto nas novas abordagens.

Finalizando, são várias as correntes e abordagens que podem ser utilizadas no meio didático, seja puramente descritiva, seja relacionando homem e natureza, através de dados matemáticos, história, enfim, a melhor maneira de se ensinar Geografia é unindo as diferentes vertentes e mostrando as diferentes maneiras de se estudar um determinado objeto.